A história de Mariah

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28

nov

2019

32 anos e eis que o relógio biológico bateu a minha porta e com ele muita ansiedade, muita espera e eis que a gravidez aconteceu. Era uma menina – minha Alice – tudo corria bem até que perto de 24 semanas, começa uma dor epigástrica horrível. Depois de 9 dias com essa dor, muitas consultas, exames, idas e vindas a maternidade e com pressão alta, chegando a 20×12, descubro que minha pequena com apenas 24 semanas e 3 dias precisaria nascer, um susto, era final de ano, dia 30/12/15. Meu corpo estava em colapso, era algo que nunca havia ouvido  falarHellp Síndrome. Com apenas 480 gramas minha Alice, muito sofreu nestes 9 dias de dor e prematura extrema não suportou e voltou para o céu em 01/01/2016.   

Depois do choque, veio a realidade e fomos buscar conhecimento, entender o que havia acontecido. Muitos exames para pesquisar trombofilia e esperança em ter outro bebê sem passar por aquele pesadelo. Depois da liberação medica, em setembro de 2016 veio novo positivo, Maria Cecília estava a caminho.  Pré– natal de alto risco, uso de AAS e muito medo. Tudo ia bem até que por volta de 23 semanas, a pressão volta a subir e em ultrassonografia descubro que minha bebe não estava crescendo. Era sexta feira e fomos internadas para acompanhar. Meus exames estava tudo bem, mas a bebê estava centralizando fluxo, espera, corticoide com 24 semanas e muita oração. Maria Cecília estava com CIUR e novamente em 24 semanas e 3 dias, chegou a diástole zero e teve que nascer. Era 09/02/2017, chegou pequena também, menos de 500 gramas e lutou no neonatal por 34 dias até que nos deixou em 13/03/17, não resistiu a enterocolite. Tudo novamente: dor, tristeza, medo.  

Passa o tempo e aquele sentimento de ser mãe, não passa. O coração dizia que não havia acabado, que o sonho não devia ser esquecido; mas como diante de tanta dificuldade em seguir com uma gravidez.  

2018

Após um ano, novamente fui autorizada a engravidar. Era março e veio o positivo. Injeções na barriga para conter alguma trombose, AAS e um acompanhamento muito de perto. Aos 6 meses, a pressão começa a subir, inchaço, nova internação. Agora no Hospital Vila da Serra, internei dia 02/10/18 e a equipe de alto risco iniciou corticoide para amadurecer os pulmõezinhos, exames diários e pressão alta tentando ser controlada. Em 08/10/18 chegou minha pequena Mariah com 29 semanas e 3 dias, 965 gramas. Ficou na UTI Neonatal, cada dia era uma luta e dentro do tempo certo as vitórias começaram a ser percebidas. Os corações se enchiam de alegria com cada conquista de nossa pequena guerreira. Com as graças de Deus e os cuidados intensivos, em 19/12/18 fomos para casa. Melhor natal dos últimos anos!  Nossa família está completa com papai, mamãe, Mariah, suas duas irmãzinhas olhando por nós no céu e dois Auau. 

Hoje Mariah está com 1 aninho e 1 mês. É uma criança muito alegre, inteligente e o melhor presente que Deus poderia ter nos concedido é a graça de cuidar desta pequena. 

 

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