A chegada de Laura

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8

nov

2019

Por Maria Isabel Bicalho

Meu sonho era ser mãe. E mãe de uma menina.

Deus me deu esse lindo presente e ela chegou assim de repente, 25 semanas de gestação 550 gramas, prematuro extremo.

Meu mundo desabou quando entrei na UTI e me deparei com ambiente silencioso, pouca luz, sons de aparelhos, ali dentro da incubadora um bebê (feto) tão pequeno, tão frágil. E ali começou minha caminhada.

Não foi fácil, mas a fé que eu tinha, me dava a certeza de que o final seria feliz (meu coração dizia). Foram dias de medo, angustia, desespero. A primeira cirurgia, transfusões, queda de saturação, e entre outras intercorrências, Laura não ganhava peso, não reagia, o medo foi tomando conta de mim.

Um belo dia o meu sonho de pegá-la no colo se realizou graças a dra. Tilza. Foi um momento mágico, único.

O tempo ia passando e eu me familiarizei com os pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta. Eles estavam ali não só para cuidar da minha filha, mas da mãe também. Como sou grata por cada um que conheci, todos dando força, nunca deixavam de abraçar e por mais difícil que era a situação eles sempre estavam com pensamentos positivos.

O primeiro banho, a primeira mamada, a troca da fralda, o colinho. Como eu amava a pegar no colo.

Após 5 meses de internação o tão sonhado dia chegou, ir para casa, mesmo ela indo com oxigênio e dentro da ambulância foi o melhor dia da minha vida.

Hoje, após 6 anos, que ela completará no dia Mundial da Prematuridade eu só tenho a agradecer a Deus, pelo milagre da vida, por minha filha ser perfeita, alegre, espontânea, comunicativa, cativante, atriz (risos).

Gratidão eterna ao Vila da Serra, aos profissionais, a minha querida pediatra Letícia Caldeira.

Mãe de UTI não é fácil, mas tiramos força e coragem de onde nunca imaginamos tirar.

Meu milagre tem nome Laura Gomes Bicalho.

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