Bebês em rede: O embalo que acalma

tag Categoria || Dicas

28

nov

2015

Logo que o bebê vem ao mundo, a preocupação primária dos pais é garantir bem-estar e segurança ao mais novo membro da família. São nove meses de espera, planejando modelo de berço e enxoval para que os momentos de sono sejam os mais tranquilos possíveis.

Uma estratégia interessante que pode acalmar o bebê naqueles momentos em que nem o colo controla a inquietação é o uso de rede dentro do berço. Isso pode ser feito com lençol preso à base ou até mesmo o famoso “baby slings”, que é uma faixa de tecido leve em que bebê se adapta confortavelmente ao corpo da mãe, aproximando-o do cheiro e do som do coração materno.

baby slingsrede adaptada

Tal estratégia tem sido eficaz, pois permite uma simulação do ambiente uterino, pois envolve todo o corpo do recém-nascido numa posição confortável. Assim, sente-se mais seguro, pois a lembrança uterina, ainda tão intensa na fase inicial de vida, o faz perceber que seu mundo é  aquele mesmo mundo vivido por ele durante os nove meses de gestação.

Alguns hospitais do Brasil já adotam a rede dentro das incubadoras em UTI neonatal. Os prematuros ficam aconchegados no embalo, diminuindo a frequência respiratória e cardíaca e mantendo a postura fetal. Em evolução, eles ganham peso com mais rapidez e, consequentemente, recebem alta mais cedo.

UTI

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Maternidade à vista: Preparando os seios para amamentação

tag Categoria || Amamentação

19

nov

2015

Maternidade à vista: preparando os seios para a amamentação

A amamentação é uma entrega incondicional da mãe para o seu filho. O leite materno é a fórmula mágica da saúde, pois previne doenças respiratórias, reduz os indícios de obesidade futura e reforça o sistema imunológico do bebê. Mas não é só o pequeno que ganha com isso. Ao amamentar, a mãe reduz as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário, além de ajudar na tal desejada perda daqueles quilinhos adquiridos durante a gestação.

É claro que, na prática, o ato de amamentar pode não ser tão fácil como parece. Natural, pois tanto a mãe quanto o filho estão aprendendo juntos. O importante é priorizar o aleitamento materno e se preparar antes, tomando atitudes que podem facilitar o processo. Acompanhe abaixo 4 dicas que ajudarão a tornar a amamentação o momento mais feliz e prazeroso da vida.

1º Defina o tipo de mamilo

Existem três tipos. Durante o pré-natal, o obstetra ajudará a mãe a entender o formato do seu mamilo e as dicas que poderão contribuir e muito na amamentação.

Normal ou protuso

Este perfil tem o formato ideal para a mãe amamentar, pois o bico é saliente, bem delimitado e se posiciona em relevo. Durante a amamentação, ele fica rígido, favorecendo a pega do bebê, Há variações específicas, como mais comprido, mais curto, mais estreito ou mais largo. A mãe precisa ficar atenta à forma que o bebê envolve a boca no peito, para não correr o risco de sugar apenas o mamilo, aumentando assim as chances de ter fissura.

mama

Plano

Neste tipo, o mamilo não aparece externo à auréola. Porém, não é empecilho na hora de amamentar. Em muitos casos, a força da sucção do bebê faz com que os mamilos planos se projetem. A dica é levar o bebê a abocanhar uma parte da aréola.

 mama2

Invertido ou pseudoinvertido

É conhecido também como umbilicado, pois se assemelha ao formato do umbigo, voltado para dentro. É o tipo que gera mais trabalho para o bebê na hora de sugar, bem como a habilidade da mãe em proporcionar a pega correta, pois tal formato dificulta a saída do leite. O importante é lembrar que tanto o pequeno quanto a mãe estão aprendendo e nada impede o bebê de se adaptar ao perfil do mamilo.

Já o pseudoinvertido parece ser invertido, mas o bico se projeta para fora quando estimulado, seja manualmente, por pressão dos dedos, ou pelo frio. Assim, a amamentação torna-se mais fácil, se comparar ao invertido, pois a sucção do bebê faz o mamilo ficar proeminente.

mama3

2º  Tome sol nos seios

O sol é ótimo para preparar os mamilos para a amamentação. O calor previne as indesejáveis rachaduras e os torna mais resistentes. Deve-se atentar para o horário, a fim de evitar exposição aos raios ultravioletas. Antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, a mãe pode expor as mamas ao sol por aproximadamente 30 minutos. Se possível, todos os dias.

Durante a amamentação, também é importante continuar tal hábito, pois o calor do sol é cicatrizante.

3º Evite deixar o bebê fazer do seio uma chupeta

Durante a amamentação, a sucção aumenta as possibilidades de rachaduras. Se ele “chupetar”, sem de verdade mamar, eleva mais ainda as chances de rachar o bico. È fundamental conferir sempre se a pega está correta, abocanhando também boa parte da auréola. Se a sucção for feita apenas pelo mamilo, não será estimulada a produção e a saída do leite.

4º Use sutiã adequado

Os seis ficam bem cheios após o parto. É inevitável: a mãe deverá investir em sutiãs novos. A escolha ideal é em tecido de algodão, para evitar possíveis alergias e facilitar a respiração da pele, sem aros, para não machucar, e com alças mais largas, para ajudar na sustentação.

Há modelos com aberturas que facilitam na hora da mamada, sem precisar tirar o sutiã.

Atendimento em Pediatria

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

10

set

2015

O cenário da pediatriaA em minas gerais
Nos últimos anos, muito se debateu sobre a migração dos médicos pediatras para outras especialidades ou para a atuação em consultórios particulares. A baixa remuneração da consulta clínica pelos planos de saúde, a necessidade de estar quase sempre disponível para atender a criança e seus pais e a queda no número de leitos pediátricos nas unidade de urgência e emergência, são três dos principais motivos que levaram muitos especialistas a abandonar o setor.atendimento em pediatria
Acrescenta-se ainda a desvalorização da categoria e a má distribuição dos pediatras pelo país, com maior concentração nos grandes centros urbanos. Segundo o Conselho Regional de Medicina, atuam hoje em Minas Gerais, 2.850 pediatras, sendo que 1.231 estão em Belo Horizonte. “Em média, o pediatra recebe 30% menos do que os outros médicos e os planos de saúde não pagam nem um centavo a mais pelo fato da consulta ser mais demorada e complexa”, aponta a pediatra e presidente da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), Raquel Pitchon dos Reis. Ela explica que há peculiaridades no atendimento pediátrico, uma vez que o profissional trata pessoas que ainda não verbalizam o que estão sentindo. “A abordagem é mais social e emocional. O especialista vai além de apenas focar nos sintomas e no diagnóstico. ”, completa.

Para reverter esse quadro nada favorável, seriam necessárias diversas medidas, como incentivos na formação da titularidade, readequação na tabela de remuneração e uma política adequada.

“Além dos três anos investidos na residência, as condições de trabalho nem sempre são boas, a remuneração ainda é baixa e não há valorização da saúde pública”, lembra a pediatra, reforçando a tese de que a longa jornada e os entraves vividos no início da carreira fizeram com que muitos pediatras, nos últimos dez anos, preferissem migrar para áreas de gestão ou outras especialidades.

Quadro mais alentador
Contrariando as estatísticas e os fatos expostos, o cenário da Pediatria em Minas e em Belo Horizonte começou a sofrer leves oscilações nos últimos dois anos. Ligeiras movimentações de mercado sugerem sensível aumento na procura pela especialidade, algo em torno de 10%. Em 2013, 62 profissionais inscreveram-se para a prova de obtenção do título e no ano passado esse número pulou para 98.

Para Raquel Pitchon, o quadro começa a se mostrar positivo. “Recentemente, percebemos uma mudança de conscientização da classe e uma luta pela melhoria nas condições de trabalho e na remuneração diferenciada de consultas e exames, destinada aos hospitais e aos pediatras pelas operadoras de planos de saúde”, informa.

O resultado dessa conscientização pode ser a retomada, ainda não confirmada, dos serviços de pediatria do Hospital Felício Rocho, o que ameniza em parte, o impacto negativo causado pelo encerramento das atividades de várias unidades pediátricas na capital.

Trajetória e desafios do Hospital Vila da Serra
Na região metropolitana de Belo Horizonte, 18 hospitais e serviços especializados em pediatria encerraram suas atividades nos últimos anos. A baixa lucratividade em função dos valores pagos a consultas e exames pelos planos de saúde foi apontada como o principal motivo, ou seja, as unidades de pediatria não davam lucro. Já nos hospitais públicos, a falta de incentivo, as condições ruins de trabalho e os baixos salários constituíram graves obstáculos para que os centros pediátricos permanecessem de portas abertas.“Habitualmente, a criança não necessita de exames e intervenções mais sofisticados, nem mesmo o atendimento neonatal, o que para as seguradoras e operadoras de planos de saúde não interessa, não gera lucro”, explica Dr. Ewaldo Mattos, coordenador adjunto do Pronto Atendimento (PA) do Hospital Vila da Serra.

Ainda hoje, o HVS é um dos poucos hospitais com vocação nata para oferecer unidades pediátricas e obstetrícias como foco principal. “Apesar do PA pediátrico ser um local de atendimento de urgência, que envolve um clima de tensão, com mães e crianças estressadas numa jornada de angústia e espera, o Vila da Serra é um dos poucos hospitais que mantém serviços e profissionais exercitando diariamente a pediatria artesanal, com visão, ausculta e escuta atenciosas do histórico trazido pelos pais das crianças”, lembra Dr. Ewaldo. Apesar das dificuldades rotineiras, o coordenador é otimista, especialmente após o avanço em relação ao reajuste na tabela de remuneração dos médicos pediatras.

Dr. José Sabino de Oliveira, coordenador da Clínica Pediátrica, também reconhece uma gradativa melhora pela procura da especialização e percebe um tênue movimento no sentido da valorização da criança. “Estamos construindo melhores estruturas físicas, investindo em mais cursos de formação, melhores ambientes e sempre aprimorando nossa equipe”, conta. Exemplos disso são as propostas voltadas para a clínica neuropediátrica e o investimento em dermatologistas e endocrinologistas pediatras. “Contamos com um Centro de Estudos bem equipado, com vasto material de pesquisa, consulta e estudos para médicos e residentes”, acrescenta o incansável Dr. Sabino que, aos 70 anos, ainda atende com o mesmo amor e dedicação à profissão de médico pediatra.

Atendimento infantil 24 horas: quando é preciso?
As unidades de Pronto Atendimento (PA) foram criadas com o objetivo de atender pacientes que estejam em estado de urgência ou emergência. São pessoas que correm risco eminente de vida, como acidentados, suspeita de infartos, derrames, fraturas, pneumonia, entre outras complicações. O conhecimento e o entendimento dessa informação são fundamentais para um bom e eficiente atendimento, uma vez que uma grande porcentagem de pessoas que procuram o serviço não faz parte dos casos de urgência.

No caso do atendimento infantil, o que se percebe é que a ansiedade dos pais, a dificuldade em falar com o pediatra particular da família e a possibilidade de um atendimento imediato influenciam na busca pelo PA que, consequentemente, fica lotado e com um enorme tempo de espera para as consultas.
Além da demora, a comodidade no atendimento imediato pode influenciar o acompanhamento médico da criança, uma vez que pode incluir a solicitação de exames e posteriormente, indicações de um tratamento.

Após o atendimento no serviço de urgência é necessário que a família marque uma consulta com o pediatra da criança, pois ele ou ela conhece o histórico de saúde, crescimento e desenvolvimento do paciente, podendo contribuir para o seguimento do tratamento.

Portanto, vale salientar que Pronto Atendimento não é local para consulta eletiva. A utilização incorreta do serviço pode causar não apenas a superlotação, mas tornar a relação entre os profissionais, pacientes e acompanhantes desgastada, além de aumentar o risco de contaminação de doenças. Lembre-se: seu filho estará suscetível à contaminação com qualquer outro tipo de vírus ou bactéria que a sala de espera está sujeita.

O ideal (nos casos de não urgência) é sempre procurar primeiro o pediatra da criança. Mesmo uma orientação por telefone pode ajudar a resolver a situação.
E quando correr para um pronto atendimento? Febre alta persistente, convulsões, quadro de vômitos incontroláveis (mais de três episódios por hora) ou dificuldade para respirar são casos de emergência. Queimaduras, fraturas, traumas na cabeça seguido de sonolência e reações alérgicas, também são sinais de alerta para uma consulta no PA.

Conheça o nosso Atendimento Infantil
O Hospital Vila da Serra oferece Atendimento Infantil de Urgência e Emergência 24 horas, todos os dias da semana, com profissionais de alto nível com diferencial técnico-científico e uma assistência de excelência, focada na segurança do paciente. Assim que chega à unidade, a pessoa é direcionada para a triagem, onde é identificado o grau de urgência de cada caso (veja quadro abaixo). Em seguida, o paciente é encaminhado para o atendimento médico.

Cores determinam o tempo médio para atendimento de cada paciente:

cores determinam o tempo médio para atendimento de cada paciente

Além do Atendimento Infantil 24 horas, o HVS oferece Clínica de Internação, UTI Neonatal e Pediátrica e Consultórios de Pediatria. O hospital está aparelhado para as mais complexas cirurgias ortopédicas, cardíacas, vasculares e neurológicas, entre outras. São aproximadamente 200 pediatras e uma equipe multidisciplinar que também envolve cirurgiões, cardiologistas, anestesistas, ginecologistas, além de residentes em pediatria e plantonistas que se revezam em todas as unidades.

27 de Julho – Dia do Pediatra

tag Categoria || Datas Especiais

27

jul

2015

Cuidar com amor e fazer o bem. ❤️
Você, pediatra, sabe como ninguém acalmar os corações dos pais e devolver a alegria dos filhos.

dia-do-pediatra-hospital-vila-da-serra

Meu bebê está resfriado. E agora?

tag Categoria || Doenças e sintomas

10

jun

2015

Meu bebê está resfriado. E agoraNão é fácil acompanhar os primeiros resfriados de um bebê. Geralmente ele sente desconforto, funga muito e pode ter dificuldades para mamar. E para o desespero dos pais, voltam as noites mal dormidas.

O primeiro passo é manter a calma, pois não há complicações maiores quando o bebê fica resfriado. O mais importante é observar os sintomas e procurar assistência médica quando for necessário.

Por que o bebê fica resfriado?

São vários tipos de vírus que podem causar infecções nas vias respiratórias superiores. A forma mais frequente de contágio é através da saliva. Há também a possibilidade do vírus ser transmitido pelo contato com as mãos. Por isso, é fundamental manter as mãos higienizadas.

E os sintomas?

Geralmente, o primeiro indício é febre, acompanhada de tosse, olhos vermelhos, coriza e dor de garganta. Nesta fase, o bebê pode ficar irritado, choroso e sem apetite. Caso ele tenha menos de 6 meses, poderão ter dificuldades de mamar se estiverem com o nariz congestionado.

Meu bebê está resfriado. E agora 4 O que fazer para amenizar o desconforto?

  • Durante o sono, é importante elevar a posição da cabeça, seja no colo, no carrinho ou no berço. Tal procedimento facilita a respiração.
  • O pediatra poderá instruir a família sobre a melhor forma de usar soro fisiológico no alívio da congestão nasal. No mercado, as opções são em spray ou em gotas.
  • O médico também poderá sugerir o uso de vaporizador de ar para deixar o ambiente mais úmido.
  • Um banho pode ajudar e muito. O vapor do chuveiro é um bom aliado na hora de descongestionar o nariz.

É possível evitar?

Em princípio, algumas atitudes podem diminuir muito as possibilidades do resfriado:Meu bebê está resfriado. E agora 3

  • Leite materno é uma dose extra de reforço, já que, além de alimentar e hidratar, o bebê também recebe anticorpos fundamentais para a proteção. Claro que ele pode contrair um resfriado mesmo mamando no peito, mas pode apostar que os sintomas serão bem mais brandos.
  • Vacine seu(sua)filho(a) contra a gripe. As campanhas são anuais e amplamente divulgadas pelo Governo. Informe-se no posto de saúde e mantenha as vacinas da criança em dia.
  • Lave as mãos. Manter a higiene das mãos evita o contágio com o vírus.

Quando devo procurar um médico?

Se o bebê estiver com menos de 3 meses, procure um médico ao perceber que ele não está se sentindo bem.  No caso de bebês acima de 3 meses, leve-o ao pediatra de o resfriado persistir por mais de 5 dias, com tosse persistente e febre acima de 38 graus. Observe também como está a respiração, a coloração do catarro e se ele mexe constantemente o ouvido.

O que nunca devo fazer?Meu bebê está resfriado. E agora 2

  • Não administre remédios e descongestionantes por conta própria.
  • Use apenas antitérmico prescrito pelo pediatra.

O que você pode fazer sem prescrição médica é dar muito carinho e colo para o bebê. Nesta fase, ele provavelmente se sentirá inseguro e estar aninhado às pessoas que ele mais ama vai fazê-lo se sentir mais protegido. | Referência: brasil.babycenter.com

As informações da matéria não substituem a consulta médica.
Qualquer dúvida, procure um especialista.