Gravidez de Risco

tag Tags || Hospital Vila da Serra

18

jul

2013

gravidez-de-risco

Considera-se que a gravidez é de alto risco quando existe uma probabilidade mais elevada do que o habitual de complicações na gestação. Nessas situações, os cuidados médicos objetivam a redução da morbimortalidade materna e perinatal na vigência de condições capazes de interferir na boa evolução da gestação. Os fatores considerados de risco podem estar ligados a condições socioeconômicas, ao passado obstétrico desfavorável, às intercorrências clínicas pré-existentes ou às condições que surgiram na atual gravidez.

Segundo dados do Ministério da Saúde (2011), existe hoje uma tendência das brasileiras engravidarem em idade mais avançada, sendo que mães com mais de 30 anos representam 26,7% do total de nascimentos. Esse fato reflete-se no maior número de pacientes com comorbidades durante a gestação e que muitas vezes requerem cuidados especiais.onsidera-se que a gravidez é de alto risco quando existe uma probabilidade mais elevada do que o habitual de complicações na gestação. Nessas situações, os cuidados médicos objetivam a redução da morbimortalidade materna e perinatal na vigência de condições capazes de interferir na boa evolução da gestação. Os fatores considerados de risco podem estar ligados a condições socioeconômicas, ao passado obstétrico desfavorável, às intercorrências clínicas pré-existentes ou às condições que surgiram na atual gravidez.

A história ginecológica e obstétrica também pode indicar riscos aumentados durante a gravidez. Pacientes que tiveram gravidez anterior cujo bebê foi menor do que o esperado para a idade, prematuro ou malformado, podem necessitar de acompanhamento mais detalhado. Pacientes com história de abortamento de repetição ou que apresentaram aumento de níveis pressóricos na gravidez prévia também podem precisar de cuidados específicos.

Outros fatores de risco referem-se a condições ou complicações que podem surgir no decorrer da gestação, como doenças infectocontagiosas (toxoplasmose, rubéola, entre outras), trabalho de parto prematuro e hemorragias ou rompimento precoce da bolsa amniótica. Nesses casos, podem ser necessários exames mais específicos e a hospitalização da gestante.

Gravidez de Risco

Nas pacientes que apresentam intercorrências clínicas, como hipertensão arterial, cardiopatias, nefropatias, endocrinopatias, epilepsia ou doença autoimune, os cuidados devem começar antes mesmo da gestação. Durante o planejamento pré-concepcional, deve-se avaliar a relação entre a gravidez e a doença, se há riscos de piora da patologia, se há benefício no adiantamento da gestação para um período de melhor controle ou até mesmo se há contraindicações para a gravidez. No caso de diabetes mellitus, por exemplo, há riscos de anomalia congênita de 5 a 10% quando a concepção acontece com descontrole dos níveis glicêmicos, além dos riscos de pré-eclampsia e alterações metabólicas neonatais. Devem ser preconizados durante a consulta anterior à concepção: o controle glicêmico rigoroso (com glicohemoglobina menor ou igual a 6, por período de 3 a 6 meses) e o controle prévio de pressão arterial. Deve-se também suspender as medicações que não poderão ser usadas na gestação (como os hipoglicemiantes orais ou inibidores da ECA) e estimular a prática de atividades físicas.

Segundo dados da literatura, cerca de 20% das gestações apresentam maiores probabilidades de evolução desfavorável, constituindo o chamado grupo “gestante de alto risco”. Portanto, vale a pena ressaltar a importância do controle no pré natal, quando o médico conseguirá avaliar o aparecimento ou agravamento de fatores de risco da forma mais precoce possível.A gestação é contraindicada em paciente diabética que apresenta retinopatia proliferativa grave, coronariopatia, hipertensão arterial grave ou creatinina sérica maior que 2,0 mg/dL.

Crédito: Dra. Beatriz Amélia Monteiro Andrade, ginecologista obstetra, membro do Serviço de Gravidez de Alto Risco do HVS

Faça seu comentário