Criança Segura em todas as idades

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6

fev

2014

Quando o assunto é transporte de pequenas vidas, cuidado, e prevenção devem andar juntos.

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No Brasil, os acidentes ou as lesões não-intencionais representam a principal causa de morte de crianças entre 01 a 14 anos. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 6mil menores morrem e 140mil são hospitalizados anualmente.

Para agravar o problema, estimativas mostram que a cada morte, outros quatro menores ficam com sequelas permanentes, que podem gerar consequências emocionais, sociais e financeiras.”  A maior preocupação está relacionada aos efeitos que a lesão traumática  pode provocar no crescimento e desenvolvimento da criança”, afirma o ortopedista pediátrico do HVS, Sérgio Lopes Cavalcanti. De acordo com ele, podem surgir alterações psicológicas, sociais, afetivas e no aprendizado. “Estudos recentes sugerem que cerca de 60% das crianças vitimas de traumas graves têm alterações residuais de personalidades um ano após a alta hospitalar e 50% têm sequelas cognitivas e físicas” conta o médico.

Quando o assunto  é trauma pediátrico, existem alguns aspectos diferenciais em relação ao adulto – ponto de vista médico – que devem ser salientados. “Devido à menor massa corpórea da criança, a energia do impacto sobre ela resulta na aplicação de uma força maior por unidade de superfície corporal”, salienta o médico. Além disso, essa maior energia é transmitida a um corpo com menos tecido adiposo e maior proximidade entre os órgão. “Disso resulta a elevada frequência de lesões de múltiplos órgãos observada na população pediátrica“, conclui Dr. Sérgio.

Ele ressalta que o trauma pode afetar não somente a sobrevivência da criança em si, mas a sua qualidade de vida futura. “ As lesões ósseas, como as causadas nos centros de crescimento, encurtando ou deformado o membro afetado. Já as lesões viscerais, como por exemplo, a perda do baço, predispõe a criança, durante toda a vida, ao risco de contrair infecções e até morrer”.

Diante de dados tão alarmantes, a boa notícia é que estudos mostram que pelo menos 90%dessas lesões podem ser com o uso correto do bebê conforto, cadeirinha, booster e cinto de segurança.

 

 

 

 

 

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