Davi -da prematuridade extrema ao judô

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

14

nov

2019

Por: Letícia Marques
Davi nasceu de 27 semanas, pesando apenas 540g e medindo 29cm.
Ao todo, foram 88 dias de internação, período no qual ele apresentou sepse fúngica, hemorragia intracraniana, plaquetopenia autoimune, PCA (sendo operado com nove dias de vida), instabilidade hemodinâmica grave no pós-operatório, TVP no bracinho esquerdo, anemia severa e recebeu 4 transfusões.
Foram momentos muito difíceis…
Eu ficava lá na UTI todos os dias, de segunda a segunda, das 13hs às 22hs. Em cada bebezinho que era admitido, eu logo procurava saber o peso, porque todos os outros bebês eram maiores que meu filho e isso me dava um pouco de medo e angústia.
Medo do universo até então desconhecido da prematuridade extrema. Ao longo do período da internação do Davi, não apareceu nenhum bebê menor que ele e, por vezes, esse medo e a fé se confrontavam em meu coração.
Resolvi então,pedir uma autorização para o Davi ser batizado na UTI, e a partir desse dia, de forma Divina, graças ao bom Deus, ele começou a melhorar e se recuperar!
Testemunhei muitos risos e muitas lágrimas nesse tempo, fiz amizades eternas, conheci de perto o trabalho de profissionais espetaculares, aprendi os segredos da paciência, vivi o tempo das esperas e experienciei uma relação muito mais próxima com Deus.
Davi sempre apresentou uma importante restrição de crescimento e ganho de peso, o que me fez buscar diferentes profissionais para ajudá-lo. Nessa busca, ele foi diagnosticado com Síndrome de Silver Russell (um tipo raro de nanismo) e devido a limitação de crescimento, a prática esportiva poderia trazer benefícios a ele.
Então pedi ajuda a um professor de judô que, prontamente ofereceu uma bolsa integral ao Davi e seus irmãos e desde fevereiro desse ano, ele vem praticando a arte com sucesso. Sua primeira troca de faixa (da branca para a cinza) foi em junho e já fomos avisados que em dezembro ele vai para a faixa azul clara. Em outubro, Davi recebeu uma MENÇÃO HONROSA ao final da aula por sua disposição, disciplina e esforço, apesar das suas limitações.
Hoje, Davi está com 4 anos e 7 meses, pesa 9,6kg e mede 85cm.
Ele adora música e diz que será “Doutor de adulto” (médico) e SENSEI (professor de Judô). Para mim, ele é o “Doutor da minha vida”, a inspiração que me conduz a sonhar e construir dia após dia uma vida com mais entusiasmo e leveza.
Ao meu filho, meu amor mais profundo! Aos nosso guerreiros prematuros, profundo carinho, admiração e respeito! E a todos os profissionais que se empenharam pelo meu filho e se empenham pela vida de tantas outras crianças, gratidão eterna!

Theo – Uma história de superação e fé

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

13

nov

2019

Por: Daniela Minez Tosto Nogueira
Na 16ª semana de gestação descobri que havia ocorrido uma má-formação com o feto e que, por não visualizar a bolha gástrica, o provável diagnóstico seria atresia de esôfago. Neste mesmo ultrassom escolhi o nome do amor da minha vida: Theo.
Moramos em uma cidade do interior que, embora em crescimento, ainda é deficitária com relação à saúde. Continuei fazendo meus exames pré-natais aqui, com um ótimo profissional que logo que descobriu me pediu para procurar um médico na capital pois minha cidade não dispunha de uti pediátrica e que, com certeza, ao nascer ele precisaria – mas jamais imaginaríamos que seria por prematuridade.
Como estava com apenas 16 semanas, não me apressei e, ao contrário, não “aceitando” o diagnóstico, resolvi buscar outras opiniões – o que me arrependo, pois, um dos médicos me sugeriu, inclusive, a prática de um aborto sob o fundamento de que meu filho, pela má formação, não sobreviveria.
Após este diagnóstico conheci meu primeiro anjo, de nome Eduardo (à época com 5 anos) que havia nascido com a mesma má -formação e que havia sido operado pelo Dr.Marco Antônio e ficado aos cuidados da equipe da UTI do Hospital Vila da Serra.
Eduardo era lindo e perfeito e fez vibrar meu coração.
No mesmo dia me dirigi ao Vila no intuito de agendar uma consulta com este médico. Estava com 33 semanas de gestação. O maior acerto da minha vida!!!
Na semana seguinte, às 3 horas da madrugada, minha bolsa estourou. Liguei desesperada para meu médico aqui que disse que eu deveria ir imediatamente ao Vila. Liguei para o dr. Marco Antônio (sim… as 3 da manhã), e mesmo pelo horário horrível ele foi de um cuidado e um amor impressionante.
Dei entrada no Vila e Theo veio ao mundo às 11h56 do dia 06/02/2015 através de Cesárea. Nasceu prematuro de 34 semanas, pesando 1,700 e medindo 42cm.
O que, para a maioria das mães é o dia mais feliz da vida, lembro deste momento com muita dor… prematuro e com a má formação da atresia confirmada, só pude ver Theo por 10 rápidos segundos, pois precisava ser levado em urgência para a UTI ou poderia se “afogar” na própria saliva.
Mas a pediatra que estava na sala de cirurgia tinha um olhar tão firme e ao mesmo tempo tão doce, aliado ao carinho e respeito do cirurgião, que a única coisa que pude fazer foi confiar. Orar e confiar.
Dois dias depois tive alta. Como dói entrar com o grande amor no ventre e sair de braços vazios. Como dói ter de deixar aos cuidados de desconhecidos a pessoa que você mais ama na vida. Quando estava saindo, sob lágrimas, uma outra linda mãezinha saía com seu filho – também Theo.
Ajoelhei no chão da entrada do hospital e gritei… um grito de dor incontrolável. Fui levada nos braços pelo pai do meu filho e por minha mãe.
Theo operou com 19 horas de vida para abertura de gastrostomia e ficou em sonda replogle por 68 dias antes da realização de anastomose aguardando o crescimento dos cotos, o que não ocorreu.
Meu Deus: sobe saturação, desce temperatura, não ocorra bradicardia… a gente fica viciada em monitor.
Quando da cirurgia, o cirurgião resolveu pela tentativa de ligação dos cotos, conseguindo. Teve alta da UTI Neonatal com 90 dias de internação. Neste meio tempo os “desconhecidos” passaram a ser conhecidos, amigos e até irmãos.
A esquipe é tão maravilhosa que, mesmo depois da alta, não conseguimos mais nos separar deles… passei a sair de minha cidade para fazer acompanhamento pediátrico mensal com o Dr. Carlos Milton: dedicação, experiência, habilidade e inteligência em um profissional.
Entretanto, aos 6 meses de idade descobriu-se uma segunda má formação também no esôfago – um coristoma.
Um dia antes do aniversário de 1 ano fora realizada cirurgia para retirada do coristoma, sendo a cirurgia apenas exploratória, pois não houve a localização da cartilagem. Nesta segunda internação, permaneceu por cerca de 10 dias. Passou seu primeiro aniversário na UTI.
Aos 18 meses de idade nova internação para tentativa de retirada do coristoma, com sucesso. Entretanto progrediu com gastroparesia não identificada de início, tendo que se submeter a outras duas cirurgias –momento mais crítico de sua vida– quando a cirurgia anterior ‘arrebentou” e progrediu com pneumotorax por causa do bário entre outras coisas.
Posteriormente se submeteu a nova cirurgia com reabertura da gastrostomia, jejunostomia e bypass em Y. Teve alta após quatro meses de internação com sonda jejunal ligada em bomba de alimentação durante 24 horas ininterruptas, sem se alimentar oralmente, sem andar, sem falar e com extrema desnutrição.
Mais uma vez seu quadro piorou, progredindo com refluxo severo que agravava s eu quadro cirúrgico e nutricional, retornando à UTI três meses após sua alta, passando por uma nova cirurgia e permaneceu por mais 21 dias internado.
Após a alta iniciou procedimentos de dilatação, que já somam 56 até o momento. Não tinha perspectiva de se alimentar oralmente, de falar ou de andar. Paralisia Cerebral, Gastroparesia, Intercorrências Cirúrgicas, Anemias, Transfusões de Sangue, Infecções, entre diversas outras coisas poderiam ser empecilho para uma vida plena.
Mas não para Deus e não para os médicos que o acompanharam na UTI e o acompanham até hoje. Médicos que, por mais difícil que a situação parecesse, por mais chata que uma mãe de uti se torne, por mais complicações que apareçam, jamais desistem de salvar a vida de nossos filhos. Jamais desistem de dar uma vida linda a nossas crianças. Jamais desistem da gente.
Hoje, próximo de completar 5 anos fala perfeitamente, já sabe ler, está aprendendo a fazer operações matemáticas, melhora sua coordenação motora a cada dia, já andando de forma completamente funcional e principalmente, se alimenta exclusivamente oral. E como come!
Somos eternamente gratos a todos da equipe da UTI do Hospital Vila da Serra. Minhas orações diárias, que antes eram par rogar a Deus pela vida do meu filho, se transformou em cântico de gratidão a profissionais tão Humanos.

A chegada de Laura

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

8

nov

2019

Por Maria Isabel Bicalho

Meu sonho era ser mãe. E mãe de uma menina.

Deus me deu esse lindo presente e ela chegou assim de repente, 25 semanas de gestação 550 gramas, prematuro extremo.

Meu mundo desabou quando entrei na UTI e me deparei com ambiente silencioso, pouca luz, sons de aparelhos, ali dentro da incubadora um bebê (feto) tão pequeno, tão frágil. E ali começou minha caminhada.

Não foi fácil, mas a fé que eu tinha, me dava a certeza de que o final seria feliz (meu coração dizia). Foram dias de medo, angustia, desespero. A primeira cirurgia, transfusões, queda de saturação, e entre outras intercorrências, Laura não ganhava peso, não reagia, o medo foi tomando conta de mim.

Um belo dia o meu sonho de pegá-la no colo se realizou graças a dra. Tilza. Foi um momento mágico, único.

O tempo ia passando e eu me familiarizei com os pediatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta. Eles estavam ali não só para cuidar da minha filha, mas da mãe também. Como sou grata por cada um que conheci, todos dando força, nunca deixavam de abraçar e por mais difícil que era a situação eles sempre estavam com pensamentos positivos.

O primeiro banho, a primeira mamada, a troca da fralda, o colinho. Como eu amava a pegar no colo.

Após 5 meses de internação o tão sonhado dia chegou, ir para casa, mesmo ela indo com oxigênio e dentro da ambulância foi o melhor dia da minha vida.

Hoje, após 6 anos, que ela completará no dia Mundial da Prematuridade eu só tenho a agradecer a Deus, pelo milagre da vida, por minha filha ser perfeita, alegre, espontânea, comunicativa, cativante, atriz (risos).

Gratidão eterna ao Vila da Serra, aos profissionais, a minha querida pediatra Letícia Caldeira.

Mãe de UTI não é fácil, mas tiramos força e coragem de onde nunca imaginamos tirar.

Meu milagre tem nome Laura Gomes Bicalho.

A chegada de Leonardo

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

5

nov

2019

Por: Juliana Randazzo Ribeiro

Durante toda a minha gestação imaginei que o momento do meu parto seria com nove meses e que teria um filho saudável. Mas, como não podemos prever o nosso destino no dia 07/04/2014, fiz um ultrassom eletivo e, para minha surpresa, o resultado foi assustador.

Devido à completa ausência de líquido amniótico(anidramnio) foi indicada cesariana de urgência. Neste dia, minha vida mudou: Léo não nasceria com 39 semanas, conforme meu sonho. Ele vinha antes, um prematuro.

Não ficaria comigo no pós-parto, ficaria em uma incubadora.Eu não o amamentaria logo após nascimento e não seria possível saber quando isso aconteceria. Confesso que de tudo o que passei, o pior é a incerteza de não conseguir controlar o futuro que hoje em dia é o que me dá alegria todos os dias.

Logo depois deste ultrassom,fui internada no Hospital Vila da Serra que foi escolhido por saber da qualidade assistencial da equipe do CTI Neonatal.

Léo nasceu pequeno e cansado, e sob cuidados da carinhosa pediatra Dra.Iolanda, recebeu prontamente seus primeiros cuidados em sala de parto. Alguns minutos após o nascimento recebi a notícia que ele seria transferido para CTI neonatal.

Aquelas foram as horas mais difíceis da minha vida.Passa tudo na sua cabeça. Será que ele está bem? O que estão fazendo com ele? Por que ele nasceu prematuro? Foi culpa minha?

Foram poucos dias de internação,mas para mim pareceu uma eternidade. Como mãe de prematuro meu maior desafio foi ter paciência e controlar minhas emoções confiando na equipe que eu havia escolhido.

O dia a dia na UTI não é fácil. Me vi em uma montanha russa, com um dia de notícias boas e em outros, notícias que eu não queria ouvir. Tive verdadeiros anjos sem asas cuidando do meu bebe…E assim foram se passando os dias: um dia sem CPAP o outro sem antibiótico, saiu da incubadora….

Até que chegou o tão esperado dia. Aquele em que eu poderia colocá-lo no colo pela primeira vez!

Não tenho palavras para agradecer a Lindsay Santos que me ajudou. Ele,ainda cheio de fios, sonda, acesso e materiais necessários para monitorização,mas estava ali, no meu colo…

Agradeço todos os dias a dra.Maria Letícia Versiano que me viu chorando quando estava em dificuldade para amamentar e ela,com suas sábias palavras, me acalmou. Assim como a enfermeira Renata,que era responsável pela amamentação na época e vários funcionários que me ajudaram.

Foi no CTI que descobri que não é fácil amamentar e que em alguns casos a sucção pode fazer parte de superação de mais um desafio para aquele bebê tão pequeno!

Léo se superou a cada dia. Aprendi muito com todos da equipe e com meu pequeno.Foi da Dra. Lilian que recebi o melhor presente que uma mãe pode receber: a alta de meu tão esperado filho!!!

Hoje,Leonardo tem 5 anos, frequenta regularmente a escola, pratica esportes, é um tagarela que preenche toda a minha vida. Ele adora se fantasiar de heróis, fazer fantoches, tem imaginação fértil e principalmente é saudável.

Não foi fácil receber alta do hospital sem ele. Um parto inesperado, um prematuro muito desejado. Foram dias de luta, superação, esperança e muita paciência.

Hoje só tenho a agradecer a todos do Hospital Vila da Serra pelos cuidados e carinho com meu pequeno.

Depoimento para Hospital Vila da Serra

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

24

maio

2017

História de Elaine Diniz e sua filha Maria Clara

Gostaria de compartilhar meu milagre que aconteceu no hospital Vila da Serra, seremos eternamente agradecidos.


Estava no quinto mês de gestação, eu já era hipertensa, no entanto tudo estava caminhando muito bem e sob controle, jamais poderia imaginar que minha filha já estava quase chegando ao mundo. Maria Clara nasceu prematura com 26 semanas, pesava 700 gramas, tinha 30 cm. Eu não tinha realizado chá de fraldas, lembrancinhas de maternidade, lavado as roupinhas, preparado a malinha e o quartinho ainda nem estava pronto para receber minha Maria em casa. Tinha muita vontade de fazer um ensaio fotográfico, mas não deu tempo, tenho poucas fotos que tirei durante minha gravidez.

Minha pressão arterial começou a subir quando estava com 23 semanas, com acompanhamento médico e muito repouso durante 15 dias, conseguimos manter Maria Clara em minha barriga até 26 semanas de gestação, naquele momento, Maria continuar no meu ventre era inviável, tanto para ela quanto para mim. Minha placenta já estava envelhecida, o líquido amniótico com volume no limite inferior, o estudo do Doppler mostrava oxigenação limítrofe, não sentia ela mexer com tanta freqüência, os achados médicos indicavam feto centralizado. Minha pressão arterial não controlava, mesmo tomando três tipos de medicamentos, sendo eles: Metildopa, Nifedipino e Apreselania.

Nessa altura estava também tomando ASS, minha pressão chegou a 22/12, não sentia nada, exceto uma tremedeira excessiva onde mal conseguia controlar um copo nas minhas mãos, quando eu ficava em pé minhas pernas ficavam roxas e com várias manchas, isso me assustava muito, mais meu maior medo era com Maria Clara, queria que ela ficasse na minha barriga, seu lugar era ali, ela precisava crescer mais, desenvolver…. ainda era muito pequena.

Meu marido Rodrigo, sempre esteve do meu lado, me deu todo apoio, tinha uma força de leão, sempre positivo, por mais que no fundo ele estava com muito medo, mas nunca deixou transparecer, durante os exames sempre ficava ao meu lado, dizia que tudo iria ficar bem.

No dia 12 de Maio senti uma dor forte no estômago, fui para o hospital, me disseram que era necessário interromper a gestação naquele momento, tomei a primeira dose de corticóide, segundo os médicos este remédio iria ajudar a desenvolver os pulmões da Maria Clara, no dia seguinte a segunda dose. Fui transferida para o Hospital Vila da Serra, o hospital que Deus reservou para que se concretizasse o milagre nas nossas vidas.

Nascimento da Maria


Maria Clara nasceu o dia 14/05/2016 às 18:00, prematura extrema, Rodrigo não foi autorizado a entrar na sala de parto, segundo o médico era um caso de extremo risco tanto para mãe quanto para filha, os médicos chegaram a dizer que a prioridade seria minha vida, Maria seria conseqüência.

Na sala de parto comecei a rezar e cantava uma música que me ajudou muito, “aquieta minh’alma”. Nos meus pensamentos eu repetia sem cessar “é preciso acreditar e confiar no que o senhor me diz, aquieta minh’alma, faz meu coração ouvir sua voz, só assim eu não me sinto só”.

Realmente eu não estava só, eu conseguia sentir um perfume de rosas, senti anjos do nosso lado, aquela equipe me acolheu, a anestesista pegou na minha mão e disse “confia, já deu tudo certo”.

Maria Clara chorou bem baixinho, Dra Tilza, pediatra da UTI, levou Maria para que eu pudesse conhecer, não pude pega-la no colo, dei um beijo apenas e disse “Deus te abençoe minha filha”, ela era muito pequena, sua cabecinha era de um tamanho de um pote de coletor de urina.

Daquele momento em diante eu sentia no meu coração que o caminho a ser percorrido seria dolorido, teríamos que ser forte, amadurecer, mais nossa vitória chegaria, eu e o Rodrigo iríamos levar Maria para nossa casa, para o quarto dela que foi planejado com muito carinho, eu sabia que seria difícil, mas Deus estaria conosco, nos segurando e assegurando que tudo ficaria bem e não deixaria nos dois desistirmos.

E assim voltei para o quarto e ela foi levada para UTI, precisava de ajuda, chorei muito na primeira noite, pois minha filha amada não estava mais em meu ventre nem do meu lado, conseguir ver ela apenas três dias após seu nascimento, durante o parto tive hemorragia como conseqüência anemia e muita fraqueza, não conseguia ficar em pé, meu marido tirava fotos e levava para que eu pudesse ver.

Primeira visita à Maria


Na UTI Neonatal somente era autorizado a entrada dos pais, fui pela primeira vez numa cadeira de rodas, pois ainda me sentia muito fraca, tinha dificuldades de ficar em pé. Recordo que toquei suas mãos, seu corpo e disse pra ela: “ filha , você sabe o quanto você foi planejada por nos, amamos muito você, vamos estar ao seu lado todos os dias, você não estará sozinha”, durante a gravidez cantava para ela a música aos olhos do pai, ela gostava, mexia muito nesse momento, ali repeti o que fazia todos os dias, cantei para ela, e todos os dias fazia a mesma coisa, esquecia todos que estavam ao nosso redor, e cantava para ela, mesmo ela dentro daquela incubadora, onde eu abria apenas a porta para que pudesse tocá-la e ela escutar minha voz.

A primeira visita na UTI foi fria e assustadora, pois ver minha filha em uma incubadora partiu meu coração. Fios, apitos, luzes, esparadrapos, agulhadas e a presença de um tubo em sua boca foram suas primeiras sensações no mundo externo, longe do colinho gostoso e quentinho que qualquer mãe ansiosa deseja oferecer.

Roupinhas cheirosinhas, estampadas e fofinhas não fazem parte desse universo ainda, pois enquanto os bebês estão na incubadora, às fraldinhas, a touquinha e as gazes, que imitam luvinhas e meinhas, são as únicas peças do seu limitado guarda roupa.

Mas esse foi apenas o primeiro dia, com as primeiras sensações, pois com o passar do tempo, aprendi a ver a UTI com outros olhos, a conhecer mães com as mesmas experiências, e dia após dia, me dei conta que estava evoluindo como pessoa, e principalmente como mãe, aquele lugar é espetacular, ali realizam-se grandes milagres.

Na UTI não existe previsão, tudo acontece à passos de tartaruga em mãos de inúmeras leoas que cuidam carinhosamente dos nossos filhos, existem anjos naquele lugar, anjos que cuidam 24 horas, que presta toda assistência necessária, anjos que cuidam dos pais, que nos diz palavra positivas a todo instante, que nos conta como nossos filhos se comportam no momento em que íamos para nossa casa, tentar descansar para retornar no dia seguinte.

Cada visita naquela UTI Neonatal era repleta de alegria misturada com dor e preocupação. Olhar Maria, tão esperada, tão amada, mas ao mesmo tempo tão frágil cercada de tantos aparelhos, tantas enfermeiras, tantos bips, é de doer o corpo, a alma e o coração.  É oxigênio, é sonda, é incubadora, é luz, é medidor de saturação e muito mais, tudo ligado ao mesmo tempo e bipando a cada minuto.

Dificuldades Vencidas


Maria não tolerava leite, mesmo assim ordenhava, pois em meu coração tinha a certeza que em breve ela toleraria, e quando esse momento chegasse ela teria o meu leite, leite que a curaria de todos os males e ajudaria a desenvolver. Assim, depois de quase 37 dias ela tolerou leite, o lactário, lugar onde as mãezinhas realizam a coleta do leite, passou a ser o lugar onde eu freqüentava diariamente, Maria Clara tomou leite materno exclusivo até quase cinco meses, o leite passava pela sonda e eu sempre buscava acompanhar aquele momento, pois era ali que eu sentia um vínculo se formando e estabelecendo, onde eu conseguia compartilhar com ela algo que pudesse ajudar alimentar, eu me sentia útil.

Meu marido alugou um apartamento em Nova Lima, para que eu pudesse ficar mais perto da nossa filha e garantir o leite de cada dia. Maria Clara ao nascer foi entubada na sala de parto, seu pulmão precisava de ajuda, pois não era maduro o suficiente para respirar sozinho. Teve hemorragia no terceiro dia de vida, foi necessário realizar cirurgia para correção do PCA, pneumotórax no pós operatório, apresentou hipertensão pulmonar nos pós operatório de fechamento do canal arterial, fez uso de ventilação prolongada, demandou parâmetros ventilatórios altos e foi ventilada com alta freqüência, fez uso de ácido nítrico na dose máxima.

Durante sua internação apresentou vários episódios de sepse, choque séptico, fazendo uso de antibióticos  fortes, como: Vancomicina, Amicacina, Oxacilina, Polimixina, dentre outros.
Evoluiu com edema de tronco importante, com suspeita de trombose, fez uso de clexane. Teve Osteopenia da prematuridade.
Apresentou icterícia neonatal, necessitando de fototerapia, apresentou hipotireoidismo transitório.
Apresentou quadro de enterocolite necrosante, recebeu mais de 10 transfusões de sangue, teve pneumonia. Operou de Hérnia inguinal, realizado procedimento bilateral.

No que se refere ao quadro neurológico, evolui com hemorragia grau 1, no entanto foi absorvida. No quadro oftalmológico, teve retinopatia estágio 1 que também regrediu.
Fui autorizada pegar Maria no colo 35 dias após seu nascimento, foi um momento mágico e muito tenso, por quase três horas fiquei com ela no colo, quase não podia mexer, pois ela continuava conectada aos fios e máquina de oxigênio, cantei para ela, dizia o tempo todo o quanto a amava.

Foram no total 280 dias de internação, dias difíceis, instáveis, mas sempre tivemos a certeza que não estávamos sozinhos. Perdi as contas de quantas vezes entrei para o banheiro daquele hospital, onde ajoelhava e chorava, clamava ao senhor por sua misericórdia, pois o fardo estava pesado, doía muito, como doe na alma vez seu filho sofrendo e você não pode fazer nada por ele, somente rezar e ficar ao seu lado, queria tirá-la daquele lugar, levar ela para nossa casa.

Ficamos ao lado da nossa filha todos os dias, sabíamos de tudo que faziam com ela, cada procedimento era acompanhado por mim ou pelo Rodrigo, exceto alguns que não podíamos participar, ficávamos horas de pé ao lado da incubadora, saímos apenas para ir ao banheiro e alimentar, eu era a primeira a chegar e o Rodrigo o último a ir embora, chorar ao lado dela era proibido, esse era meu combinado com Rodrigo, ela precisava de nos dois fortes, precisávamos passar segurança para ela. Sempre dizíamos: “filha não desista, você não está sozinha, precisamos de você, fora daqui existe muitas pessoas que te amam, existem vários lugares legais, existe músicas com desenhos divertidos, você é uma estrelinha de Deus e vai brilhar muito ainda nessa vida, você é nosso milagre que Deus nos emprestou, um exemplo para nós e muitas pessoas, você ajudará muitas pessoas crescerem”.

Primeiros Momentos

Ela sempre reagia, olhava para nós, apertava meus dedos ou simplesmente soltava aquele sorriso. De todo o tempo que ficamos no hospital, recordo três momentos terríveis. O primeiro foi quando eu tive alta. Saímos do hospital, sem Maria no meu ventre ou em minhas mãos, levávamos apenas malas, o que eu queria naquela hora não estava comigo. É muito doloroso ver todas as outras mães saindo com os seus bebês. Você fica se perguntando quanto tempo vai levar para chegar a sua vez.

O segundo momento foi quando Maria teve pneumonia,  ela fazia eventos a todo instantes, sua saturação e batimento cardíaco despencavam, era assustador ficar ao lado dela, era aspirada de hora em hora, nessas alturas seu oxigênio estava 100 %, a máquina respirava por ela,   havia umas 10 bombas de remédios correndo ao mesmo tempo pelo seu corpo.

A última vez que Maria quase nos matou do coração foi um dia anterior a alta, tinha retornado ao hospital em virtude da adaptação do medicamento para refluxo em casa, ela já não sentia dor, a alta estava programada para o dia seguinte, então ela começou a com um choro inconsolável e tumefação em região inguinal, precisou operar às pressas, pois havia encarcerado uma hérnia inguinal à esquerda, foi realizado também o procedimento de retirada a direita, pois havia risco de encarceramento. Maria voltou para UTI, entreguei ela nas mãos de uma enfermeira que a levou para o bloco, ela foi entubada novamente, recuperou-se bem.

Hoje, Maria tem 10 meses, adora músicas, desenhos, seus brinquedos, tudo que pega coloca na boca, sorri bastante, ama sua família, já está sentando com apoio, come comida, não gosta de ficar no  bebê conforto.  Seu sorriso é compensador, por instantes conseguimos esquecer tudo que passamos, tenho a sensação que Deus nos carregou no colo, nosso amor por ela é imenso!  

Vencemos a batalha e enquanto estou escrevendo nosso testemunho do amor de Deus, nossa estrelinha está dormindo em seu quarto, tranquila, sem aparelhos, sem tubo ou sonda, com seu paninho e seu bico inseparáveis. Inseparável como nós, que nunca a abandonará.

Agradecemos a Deus por tudo que passamos, hoje somos outras pessoas, nossa família não é a mesma, nossos amigos não são os mesmos, todos cresceram conosco.
Agradecemos a todos que rezaram, oraram, clamaram a Deus pela nossa família, recebam o nosso muito obrigado, vocês fizeram toda diferença.

Agradecimento ao Hospital Vila da Serra


Agradecemos a toda família Vila da Serra, somos eternamente gratos a vocês, não desistiram dela nem por um minuto, Dra Lucinha, jamais vou esquecer o quanto você lutou pela vida da Maria, dos seus abraços acolhedores, suas palavras sábias, Dra Simone, também sempre presente, lutando pela vida da Maria, agindo com sabedoria e precisão nos momentos certos. E inúmeros outros profissionais que nunca desistiram dela e de todas outras estrelinhas que ali estavam, alguns já estão ao lado do papai do céu, lutaram bravamente como leões e venceram, cumpriram a vontade de Deus, não posso esquecer de citar, três grandes estrelas: Isis, Arthur e Cecília, hoje brilham no céu, temos orgulho de vocês e do seu pais.
Fizemos grandes amigos, que hoje fazem parte da nossa família, compartilhamos alegrias e tristezas, um ajudando o outro.

O que tenho para dizer a você que está passando por uma situação difícil? Apenas creia e confie em Deus, ele é bom, cuida de nós, sabe o que é melhor para nossa vida. Deixe seus medos e aflições no colo do nosso Deus e deixe que ele cuide de tudo! Sonhe!!!  imagine as coisas boas que virão após a tempestade, acredite e confie,tudo passa, como diz a música: “a vida é um trem bala parceiro e agente é só passageiro preste a partir”

Assim como muitos testemunhos nos ajudaram espero que o nosso possa ajudar muitos pais que estão passando vivenciando a prematuridade…

Elaine, Rodrigo e Maria Clara

100 nomes de bebês para sua inspiração

tag Categoria || Dicas

9

set

2016

Para muitas mulheres, escolher o nome do bebê é uma tarefa nada fácil, mas também não deixa de ser divertida. Para te ajudar na escolha, já pensou em fazer uma enquete com os familiares?

Para sua inspiração, selecionamos alguns nomes de bebês que nasceram no Hospital Vila da Serra.

Ainda bem que você terá nove meses para se decidir não é mesmo? Então aproveite tente fazer com que a dúvida não seja tão cruel e divirta-se!

 

Agatha
Significado:
Do grego Agathe (“boa”, “honrada”).

Alanna
Significado:
Possivelmente do gaélico ailin (“pedrinha”), ou do francês arcaico para “belo”.

Alexandre
Significado:
Do nome grego Alexandros, de alexein (“defender”) e aner (“homem”, “guerreiro”).

Alice
Significado:
Do francês arcaico Adelais, do nome germânico Adelheidis (“nobre”).

Alícia
Significado:
Do nome grego Alexandros, de alexein (“defender”) e aner (“homem”, “guerreiro”).

Amanda
Significado:
Do latim amare, “amar”, com o significa do “amada”.

Ana
Significado:
Do hebraico Hanna, “favor”, “graça”.

André
Significado:
Variação francesa do nome grego andreios, “másculo”.

Antonia
Significado:
Do latim antonius (origem desconhecida, supostamente um sobrenome romano que significava “de valor incalculável”). Pode vir também do grego anthos (“flor”).

Arthur
Significado:
Do celta artus (“urso”), ou do sobrenome romano Artorius.

Beatriz
Significado:
De origem latina, combinando as raízes viatrix (“viajante”) e beatus (“abençoada”).

Bernardo
Significado:
Do alemão arcaico ber (“urso”) e hard (“forte”).

Bianca
Significado:
“Branca” ou “pura”, em italiano.

Bruna
Significado:
Do alemão brun (“marrom”, “morena”).

Camila
Significado:
Forma feminina do sobrenome romano Camillus, nome ligado ao culto a Júpiter, com o sentido de “mensageiro”

Catarina
Significado:
Do grego katharós, “casta”, “pura”.

Cauã
Significado:
Gavião.

Clarice
Significado:
Versão francesa de uma variação de Clara, forma feminina do latim clarus (“clara”, brilhante”).

Daniel
Significado:
Do hebraico Daniyyel, “Deus é o meu juiz”.

Davi
Significado:
Do hebraico Dawid, “amado”, “favorito”. Na Bíblia, é o nome de um rei de Israel.

Eduardo
Significado:
Do inglês arcaico ead (“fortuna”, “riqueza”) e weard (“guardião”).

Elen
Significado:
Abreviação inglesa de Helen (Helena), nome grego que significa “tocha” ou “luz”.

Eloá
Significado:
Do nome hebraico de Deus, Eloah.

Emanuel
Significado:
Do hebraico, “Deus está conosco”.

Emanuela
Significado:
Feminino de Emanuel, nome hebraico que significa “Deus está entre nós”.

Emily
Significado:
Do latim Aemilia, com o significado de “aspirar”, ou então do alemão arcaico amal (“trabalhar”).

Enzo
Significado:
Possivelmente derivado de Heinz, abreviação para o equivalente alemão a Henrique — de heim (“lar”) e ric (“poder”, “senhor”).

Estela
Significado:
Do latim stella (“estrela”).

Fernanda
Significado:
Feminino de Fernando, do alemão arcaico fardi (“viagem”) e nand (“pronta”).

Felipe
Significado:
Do grego Philippos, oriundo de philos (“amigo”) e hippos (“cavalo”).

Flávia
Significado:
Forma feminina do nome romano Flavius, do latim flavus (“amarelo”, “dourado”).

Francisco
Significado:
Do latim franciscus (“francês”).

Gabriel
Significado:
Do hebraico Gavriel, “homem de Deus”.

Gabriela
Significado:
Feminino de Gabriel, do hebraico Gavriel (“homem de Deus”).

Giovanna
Significado:
Feminino de Giovanni, forma italiana de João, do nome hebraico Yochanan (“Deus é gracioso”), pelo grego Ioannes.

Gustavo
Significado:
Variação de Gustav, do nórdico arcaico Gautr (um nome tribal) combinado com stafr (“líder”, “arrimo”).

Hannah
Significado:
Do nome hebraico Channah, que significa “graça”.

Heitor
Significado:
Do nome grego Hektor, da raiz ekhein (“possuo”, “tenho em meu poder”).

Helena
Significado:
Nome grego que significa “tocha” ou “luz”.

Henrique
Significado:
Do nome germânico Heimerich, de heim (“lar”) e ric (“domínio”, “príncipe”).

Hugo
Significado:
Do alemão hug (“coração”, “espírito”).

Henry
Significado:
Forma francesa de Henrique, que vem do nome germânico Heimerich, de heim (“lar”) e ric (“domínio”, “príncipe”).

Isadora
Significado:
Feminino de Isidoro, nome grego alusivo à deusa egípcia Ísis (cujo significado é “trono”) e à palavra grega doron (“dádiva”).

Israel
Significado:
Que Deus reine.

Izabel
Significado:
Variação de Elisabete, do hebraico Elisheba, que significa “juramento”, ou de shabbath (sábado). Pode ser também um apelido de Roberta.

Jacob
Significado:
Do nome hebraico Yaakov, de aquv ou aqab, significando “calcanhar” ou “substituto” (diz a Bíblia que Jacó nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo Esaú, a quem suplantou como primogênito).

João
Significado:
Do hebraico Yochanan (“Deus é gracioso”), pelo grego Ioannes.

Jonathan
Significado:
Do hebraico Yehonatan, “Deus deu”.

Jorge
Significado:
Do nome grego Georgios, “agricultor”, oriundo ge (“Terra”) e ergon (“trabalho”).

Juan
Significado:
Forma castelhana de João, do hebraico Yochanan (“Deus é gracioso”), pelo grego Ioannes.

Julia
Significado:
Feminino de Júlio, do latim Julius, com duas possíveis origens: do grego ioulos (“de barba felpuda”), ou então alusivo a Júpiter, formado pelas raízes dyeus (“céu”) e pater (“pai”), ou a juvenis (“jovem”).

Juliana
Significado:
Feminino de Juliano, variação de Júlio, do latim Julius, com duas possíveis origens: do grego ioulos (“de barba felpuda”), ou então alusivo a Júpiter, formado pelas raízes dyeus (“céu”) e pater (“pai”), ou a juvenis (“jovem”).

Kaique
Significado:
Do termo tupi para “ave aquática”.

Kauã
Significado:
Gavião.

Larissa
Significado:
Nome alusivo a uma cidade da Grécia antiga.

Lavínia
Significado:
Da mesma raiz latina que deriva em “lavar”.

Layla
Significado:
Variação de Layla, do árabe al-layl (“a noite”).

Leandro
Significado:
Do grego léandros, “leão-homem”.

Letícia
Significado:
Do nome latino Laetitia (“felicidade”).

Lorena
Significado:
Variação de Lourença, do sobrenome romano Laurentius (“de Lorento”, atual Paterno, Itália).

Lorenzo
Significado:
Forma italiana e espanhola de Lourenço, derivado do latim Laurentius, designando os habitantes de Lorento (atual Paterno, Itália).

Lucas
Significado:
Do nome grego Loukas, relativo à Lucânia, região no sul da Itália.

Luciano
Significado:
Relativo a Lúcio, do nome latino Lucius, da mesma raiz de lux, “luz”.

Luana
Significado:
Pode ter origem germânica, com o significado de “guerreira graciosa”. Ou ter origem havaiana, com o significado de “satisfeita”, “tranquilo”. Ou ainda ser a junção de Lu (Lúcia, Luzia) e Ana, nomes que provêm respectivamente do alemão e do hebraico.

Luiz
Significado:
Do alemão Ludwig, “guerreiro famoso”.

Luiza
Significado:
Feminino de Luís/Luiz, nome de origem germânica que significa “guerreiro famoso”.

Maiara
Significado:
Do tupi maya (“mãe”) e aryia (“avó materna”), ou seja, a mãe da avó.

Manuela
Significado:
Feminino de Manuel, abreviação de Emanuel, do hebraico, significando “Deus está conosco”.

Marcela
Significado:
Feminino de Marcelo, que é diminutivo de Márcio, do latim Marcius, “guerreiro”, possivelmente da raiz mas, a mesma de “masculino”.

Marcos
Significado:
Do nome latino Marcus, relativo a Marte, deus romano da guerra, possivelmente da raiz mas, a mesma de “masculino”.

Maria
Significado:
Forma latina do nome hebraico Miryam, de origem obscura, provavelmente remontando ao antigo Egito. Especialistas chegam a apontar mais de 70 possíveis significados, mas os mais comuns são “rebelde” (pela raiz marah), bem-nutrida (pela raiz mara, com o significado mais amplo de “perfeita”, “bela”) e amada (para raiz mry).

Mariana
Significado:
Feminino de Mariano, relativo a Marte, deus romano da guerra, possivelmente oriundo da raiz mas. Ou então a junção dos nomes Maria (do hebraico Miryam, “perfeita”, “amada”, “rebelde”) e Ana (do hebraico Hanna, “favor”, “graça”).

Marisa
Significado:
Variação de Maria, do hebraico Miryam, de origem obscura, possivelmente significando “amada”, “perfeita” ou “rebelde”.

Matheus
Significado:
Do hebraico Mattiyahu, “dádiva de Deus”, pelo grego Mathaios e o latim Matthaeus.

Melissa
Significado:
“Abelha”, em grego.

Michel
Significado:
Forma francesa de Miguel, do hebraico Mika’el, “semelhante a Deus”.

Miguel
Significado:
Do hebraico Mika’el, “semelhante a Deus”.

Natália
Significado:
Nome relativo ao Natal, com o qual antigamente se batizavam as meninas nascidas em 25 de dezembro.

Nathan
Significado:
“O que dá”, em hebraico. Pode também ser uma abreviação de Nataniel, do hebraico Netan’el, “Javé (Deus) deu”.

Pedro
Significado:
Do grego petros (“pedra”).

Rafael
Significado:
Do nome hebraico Refael, um dos sete arcanjos, que significa “Deus curou”.

Raquel
Significado:
Variação de Rachel (“ovelha”, em hebraico), nome que aparece no Antigo Testamento.

Sabrina
Significado:
Sabrina é a deusa do rio Severn (Gales), ao qual deve seu nome (a forma galesa é Habren). Ou então do hebraico tzabar (“cacto”, “espinhosa”).

Samara
Significado:
Possivelmente derivado de Samaria, antiga cidade bíblica, cujo nome tem possivelmente o significado de “guardada por Deus” ou “vigiada por Deus”.

Samuel
Significado:
Do nome bíblico Shemu’el, “Deus ouviu”, do hebraico shama (“ouviu”) e el (“Deus”).

Samira
Significado:
Feminino de Samir, do árabe samir “companhia para a conversa noturna”, “companhia agradável”.

Sara
Significado:
Do nome bíblico Sarah, “princesa” em hebraico.

Sofia
Significado:
Do nome grego Sophia, que significa “conhecimento” ou “saber”.

Thais
Significado:
É um nome muito antigo, mas sua origem não é muito conhecida. Há registros relacionados a “festa em outubro”. Também ligações com otimismo e rigor. Em francês é grafado Thaïs.

Thalita
Significado:
Nome árabe que significa “menina pequena”.

Théo
Significado:
Abreviação de Teodoro, do grego theos (“Deus”) e doron (“dádiva”).

Thiago
Significado:
Variação de Iago (resultado da forma “Santo Iago/Santiago”). O nome tem a mesma origem de Jaime, Diego e Jacó (do hebraico aquv ou aqab, significando “calcanhar” ou “substituto”, já que segundo a Bíblia Jacó nasceu agarrado ao calcanhar de seu irmão gêmeo Esaú, a quem suplantou como primogênito).

Valentina
Significado:
Do latim valens (“valente”).

Vinícius
Significado:
“O que vem”, em latim.

William
Significado:
Variação de Guilherme, do alto-alemão arcaico Willahelm, de wil (“desejo”) e helm (“elmo”), com o significado figurado de “protetor resoluto”. Pode também fazer referência a Vili, deus da poesia e da sabedoria na mitologia nórdico-germânica.

Yasmin
Significado:
Do nome persa para o jasmim, planta ornamental, com flores brancas perfumadas.

Yuri
Significado:
Versão eslava do nome grego Georgios, “agricultor”, de ge (“Terra”) e ergon (“trabalho”).

Fonte  – Significados dos nomes: Baby Center

Como estimular os bebês através das brincadeiras?

tag Categoria || Dicas

10

jun

2016

estimulando o bebe com brincadeirasVer seu filho crescendo e acompanhar de perto seu desenvolvimento é lindo. Apesar de termos a impressão, nos primeiros meses do bebê, que eles não aprendem nada e que nossa forma de interagir com eles não influencia em suas vidas, saiba que isso é um mito. A forma como falamos com eles, que tocamos seu corpinho, nosso humor quando estamos perto deles, tudo é sentido pelos pequeninos. Portanto, é extremamente importante ter atenção em como nos relacionamos com eles. Conversar de modo agradável, brincar, fazer carinho, cócegas, massagens leves, entre tantas outras atividades, são ótimas maneiras de estimulá-los, ajudando-os a desenvolver seus sentidos e capacidades.

Qualquer que seja a forma de contato com seu filho no momento das brincadeiras, seguir as dicas abaixo é importante para que os momentos de interação sejam sempre produtivos e agradáveis:

– Dê prioridade ao seu filho no momento da brincadeira.
– Desligue o celular e outros aparelhos que possam tomar a sua atenção.
– Dê liberdade para que a criança escolha a brincadeira que mais gosta, quando ela manifestar essa vontade.
– Tome a iniciativa de iniciar uma brincadeira em momento oportuno, mostrando que você também está disposto e interessado em ter contato com ele, o que tornará a atividade ainda mais especial.

Agora veja as dicas que o HVS preparou para você, com sugestões de brincadeiras e qual o tipo de estímulo que elas irão gerar em seu bebê:

Estímulo da coordenação motora grossa

– Engatinhar desviando de obstáculos
– Estimular a ficar em pé
– Estimular a andar
– Estimular o ficar de bruços e sustentar a cabeça

Estímulo da coordenação motora fina

– Brincar com algodão
– Tirar os lenços da caixa
– Brincar de massinha

Estímulo da fala e audição

Lembremos que, antes de iniciar o processo da fala, as crianças já ouvem os sons do ambiente onde vivem. Portanto, apresentar sons novos aos pequenos é uma excelente forma de estimulá-los, tanto na audição quanto na fala que virá numa próxima fase.

– Balançar o molho de chaves, para que ele ouça o barulhinho delas batendo umas nas outras.
– Cantar para ele e com ele.
– Tocar algum instrumento que tenha som leve, como violão, por exemplo.
– Brincar de imitar vozes diferentes e engraçadas. Além de estimular sua audição, o fará dar boas risadas.

Outras brincadeiras

– Brincar com a bola de academia para estimular a coordenação.
– Brincar com chocalho.
– Brincar de esconde-esconde para estimular a curiosidade e a atenção.
– Brincar de alcançar os objetos, estimulando a coordenação, o equilíbrio e a força das mãozinhas.

Programação metabólica: uma ótima dica para quem deseja engravidar

tag Categoria || Dicas

18

abr

2016

Hoje, através da evolução da tecnologia em reprodução assistida, o sonho de ser mãe tem estado cada vez mais próximo da realidade de muitas mulheres. Além das técnicas específicas para este fim, há alguns cuidados que, se colocados em prática, aumentam as chances de êxito. O zelo com a saúde pode e deve ser sempre mantido, pois é a base para o sucesso na concepção.

 

maternidade

 

Porém, nem sempre só isto basta: contar com a ajuda de profissionais de outras especialidades tem ajudado a melhorar consideravelmente as condições para que uma gravidez ocorra de forma satisfatória. Através, por exemplo, de um nutricionista, você tem uma gama de tratamentos e acompanhamentos que trazem melhorias para a saúde da futura mamãe. Mais especificamente, para quem está tendo dificuldades para engravidar, uma boa opção é a chamada “programação metabólica”, que tem como objetivo deixar seu organismo com níveis nutricionais balanceados.

O processo inclui cuidados com o fígado, os rins, a tireoide, intestinos, hormônios, entre outros. Ao iniciar a programação, o nutricionista fará uma avaliação completa da sua saúde, através de um check up completíssimo. Serão solicitados mais de 30 exames laboratoriais, o que inclui até mesmo testes alérgicos, para não deixar nenhum detalhe importante passar despercebido. Com os resultados em mãos, o profissional terá todas as condições necessárias para montar uma dieta totalmente personalizada.

A programação metabólica irá corrigir eventuais deficiências, e para ajustar a sua alimentação de forma ainda mais efetiva, o nutricionista poderá recomendar, caso necessário, o consumo de suplementos que irão sanar alguns tipos de carência nutricional mais específica. A duração do tratamento vai depender muito do estado de saúde de cada cliente. Com todas as adequações já realizadas, você estará, com certeza, muito mais propensa a engravidar. Vale lembrar que a saúde do pai também conta muito e deve ser avaliada, para que tudo ocorra da maneira esperada.

Após o término dos ajustes, é recomendado que boa parte destes novos hábitos alimentares seja mantida, o que irá garantir uma gestação saudável do início ao fim, e também contribuir para que o bebê venha ao mundo com uma saúde de ferro. Junto a este processo, o nutricionista irá também dar muitas dicas sobre o que é recomendável ou não consumir nesta fase da vida, como evitar corantes, conservantes, medicamentos, alimentos industrializados, cigarro, bebidas alcoólicas, poluição, agrotóxicos presentes nos vegetais, etc. A sua saúde e a do seu filho são os bens mais valiosos que você possui, portanto tente fazer tudo o que estiver ao seu alcance para mantê-los sempre nas melhores condições possíveis.

Artigo originalmente publicado no Tudo do Mundo

7 dicas que podem aliviar as dores nas costas durante a gravidez

tag Categoria || Dicas

26

jan

2016

atualização 25/01/2016

A alegria de estar grávida pode ser acompanhada de alguns impasses típicos que acontecem durante qualquer gestação. Um deles é a dor nas costas, causada pelo crescimento uterino e a atuação dos hormônios. Aos passar dos meses, o aumento da barriga leva à mudança do centro de gravidade da mulher, deixando a região muscular mais enfraquecida e afrouxando os ligamentos. Naturalmente há mudança postural, forçando-se assim a coluna. Por isso as dores lombares que incomodam tanto.

dor gravidez costas

Como aliviar as dores?

É possível amenizar ou até mesmo acabar com as dores. Confira 7 dicas que podem fazer a diferença na rotina de qualquer gestante:

1 – Abaixar-se de modo correto

Muitas gestantes, ao se abaixar, acabam dobrando a coluna, o que é muito prejudicial. O ideal é dobrar os joelhos e, mantendo-se reta, pegar algo que se pretende pegar do chão.

2 – Manter-se em posição correta

O interessante é não ficar por longos períodos numa mesma posição. Caso contrário, os mesmos músculos ficam contraídos por muito tempo e acabam causando dor. Caso a grávida fique muito tempo sentada, é melhor se levantar em alguns intervalos para variar o relaxamento e contração dos músculos.

3 – Dormir de forma confortável

A melhor posição para a grávida e para o bebê é de lado, tanto esquerdo quanto direito. Ao dormir, é recomendado colocar um travesseiro entre os joelhos, para facilitar a posição reta da coluna. O que é desaconselhável, principalmente no final da gravidez, é dormir de barriga para cima. Nesta posição, o bebê acaba comprimindo a veia cava, ocasionando a diminuição de sangue que chega para o feto. Além disso, o peso do útero leva à pressão de nervos, como o ciático, provocando as tão indesejadas dores.

dor costas gravidez

4 – Praticar atividade física

Respeitando os limites de cada gestante e considerando as recomendações médicas, a atividade física fortalece os músculos e melhora a capacidade respiratória, proporcionando alívio de dores. Uma boa opção são atividades aquáticas, como natação e hidroginástica. Claro que, como aliado, o alongamento deve ser feito sempre antes, durante e depois de qualquer atividade física.

dor costas gravidez

5 – Usar cinta de sustentação

Alguns médicos podem recomendar o uso de cintas próprias para gestantes que ajudam a sustentar o peso da barriga, aliviando a sobrecarga muscular na fase gestacional.

Kids Vitrine

Kids Vitrine

6 – Tomar banho quente

Sem exagerar na temperatura, a grávida pode aliviar as dores momentâneas nas costas com um bom banho de água morna para quente. A opção da banheira é a melhor, pois o corpo pode ficar em imersão, além de favorecer o relaxamento. Além disso, pode-se colocar uma bolsa de água quente nas costas.

7 – Massagear a gestante

Seja profissional ou não, ter alguém que possa massagear a região lombar é garantia de aliviar aas dores nas costas e eliminar todas as tensões acumuladas.

dor costas gravidez

Fontes: Guia do bebê | Baby Center | Minha Vida.

Todas as informações da matéria são referenciais. Qualquer dúvida, procure um especialista.

Bebês em rede: O embalo que acalma

tag Categoria || Dicas

28

nov

2015

Logo que o bebê vem ao mundo, a preocupação primária dos pais é garantir bem-estar e segurança ao mais novo membro da família. São nove meses de espera, planejando modelo de berço e enxoval para que os momentos de sono sejam os mais tranquilos possíveis.

Uma estratégia interessante que pode acalmar o bebê naqueles momentos em que nem o colo controla a inquietação é o uso de rede dentro do berço. Isso pode ser feito com lençol preso à base ou até mesmo o famoso “baby slings”, que é uma faixa de tecido leve em que bebê se adapta confortavelmente ao corpo da mãe, aproximando-o do cheiro e do som do coração materno.

baby slingsrede adaptada

Tal estratégia tem sido eficaz, pois permite uma simulação do ambiente uterino, pois envolve todo o corpo do recém-nascido numa posição confortável. Assim, sente-se mais seguro, pois a lembrança uterina, ainda tão intensa na fase inicial de vida, o faz perceber que seu mundo é  aquele mesmo mundo vivido por ele durante os nove meses de gestação.

Alguns hospitais do Brasil já adotam a rede dentro das incubadoras em UTI neonatal. Os prematuros ficam aconchegados no embalo, diminuindo a frequência respiratória e cardíaca e mantendo a postura fetal. Em evolução, eles ganham peso com mais rapidez e, consequentemente, recebem alta mais cedo.

UTI

Foto: Porthus Junior / Agência RBS

Maternidade à vista: Preparando os seios para amamentação

tag Categoria || Amamentação

19

nov

2015

Maternidade à vista: preparando os seios para a amamentação

A amamentação é uma entrega incondicional da mãe para o seu filho. O leite materno é a fórmula mágica da saúde, pois previne doenças respiratórias, reduz os indícios de obesidade futura e reforça o sistema imunológico do bebê. Mas não é só o pequeno que ganha com isso. Ao amamentar, a mãe reduz as chances de desenvolver câncer de mama e de ovário, além de ajudar na tal desejada perda daqueles quilinhos adquiridos durante a gestação.

É claro que, na prática, o ato de amamentar pode não ser tão fácil como parece. Natural, pois tanto a mãe quanto o filho estão aprendendo juntos. O importante é priorizar o aleitamento materno e se preparar antes, tomando atitudes que podem facilitar o processo. Acompanhe abaixo 4 dicas que ajudarão a tornar a amamentação o momento mais feliz e prazeroso da vida.

1º Defina o tipo de mamilo

Existem três tipos. Durante o pré-natal, o obstetra ajudará a mãe a entender o formato do seu mamilo e as dicas que poderão contribuir e muito na amamentação.

Normal ou protuso

Este perfil tem o formato ideal para a mãe amamentar, pois o bico é saliente, bem delimitado e se posiciona em relevo. Durante a amamentação, ele fica rígido, favorecendo a pega do bebê, Há variações específicas, como mais comprido, mais curto, mais estreito ou mais largo. A mãe precisa ficar atenta à forma que o bebê envolve a boca no peito, para não correr o risco de sugar apenas o mamilo, aumentando assim as chances de ter fissura.

mama

Plano

Neste tipo, o mamilo não aparece externo à auréola. Porém, não é empecilho na hora de amamentar. Em muitos casos, a força da sucção do bebê faz com que os mamilos planos se projetem. A dica é levar o bebê a abocanhar uma parte da aréola.

 mama2

Invertido ou pseudoinvertido

É conhecido também como umbilicado, pois se assemelha ao formato do umbigo, voltado para dentro. É o tipo que gera mais trabalho para o bebê na hora de sugar, bem como a habilidade da mãe em proporcionar a pega correta, pois tal formato dificulta a saída do leite. O importante é lembrar que tanto o pequeno quanto a mãe estão aprendendo e nada impede o bebê de se adaptar ao perfil do mamilo.

Já o pseudoinvertido parece ser invertido, mas o bico se projeta para fora quando estimulado, seja manualmente, por pressão dos dedos, ou pelo frio. Assim, a amamentação torna-se mais fácil, se comparar ao invertido, pois a sucção do bebê faz o mamilo ficar proeminente.

mama3

2º  Tome sol nos seios

O sol é ótimo para preparar os mamilos para a amamentação. O calor previne as indesejáveis rachaduras e os torna mais resistentes. Deve-se atentar para o horário, a fim de evitar exposição aos raios ultravioletas. Antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, a mãe pode expor as mamas ao sol por aproximadamente 30 minutos. Se possível, todos os dias.

Durante a amamentação, também é importante continuar tal hábito, pois o calor do sol é cicatrizante.

3º Evite deixar o bebê fazer do seio uma chupeta

Durante a amamentação, a sucção aumenta as possibilidades de rachaduras. Se ele “chupetar”, sem de verdade mamar, eleva mais ainda as chances de rachar o bico. È fundamental conferir sempre se a pega está correta, abocanhando também boa parte da auréola. Se a sucção for feita apenas pelo mamilo, não será estimulada a produção e a saída do leite.

4º Use sutiã adequado

Os seis ficam bem cheios após o parto. É inevitável: a mãe deverá investir em sutiãs novos. A escolha ideal é em tecido de algodão, para evitar possíveis alergias e facilitar a respiração da pele, sem aros, para não machucar, e com alças mais largas, para ajudar na sustentação.

Há modelos com aberturas que facilitam na hora da mamada, sem precisar tirar o sutiã.

Atendimento em Pediatria

tag Categoria || Hospital Vila da Serra

10

set

2015

O cenário da pediatriaA em minas gerais
Nos últimos anos, muito se debateu sobre a migração dos médicos pediatras para outras especialidades ou para a atuação em consultórios particulares. A baixa remuneração da consulta clínica pelos planos de saúde, a necessidade de estar quase sempre disponível para atender a criança e seus pais e a queda no número de leitos pediátricos nas unidade de urgência e emergência, são três dos principais motivos que levaram muitos especialistas a abandonar o setor.atendimento em pediatria
Acrescenta-se ainda a desvalorização da categoria e a má distribuição dos pediatras pelo país, com maior concentração nos grandes centros urbanos. Segundo o Conselho Regional de Medicina, atuam hoje em Minas Gerais, 2.850 pediatras, sendo que 1.231 estão em Belo Horizonte. “Em média, o pediatra recebe 30% menos do que os outros médicos e os planos de saúde não pagam nem um centavo a mais pelo fato da consulta ser mais demorada e complexa”, aponta a pediatra e presidente da Sociedade Mineira de Pediatria (SMP), Raquel Pitchon dos Reis. Ela explica que há peculiaridades no atendimento pediátrico, uma vez que o profissional trata pessoas que ainda não verbalizam o que estão sentindo. “A abordagem é mais social e emocional. O especialista vai além de apenas focar nos sintomas e no diagnóstico. ”, completa.

Para reverter esse quadro nada favorável, seriam necessárias diversas medidas, como incentivos na formação da titularidade, readequação na tabela de remuneração e uma política adequada.

“Além dos três anos investidos na residência, as condições de trabalho nem sempre são boas, a remuneração ainda é baixa e não há valorização da saúde pública”, lembra a pediatra, reforçando a tese de que a longa jornada e os entraves vividos no início da carreira fizeram com que muitos pediatras, nos últimos dez anos, preferissem migrar para áreas de gestão ou outras especialidades.

Quadro mais alentador
Contrariando as estatísticas e os fatos expostos, o cenário da Pediatria em Minas e em Belo Horizonte começou a sofrer leves oscilações nos últimos dois anos. Ligeiras movimentações de mercado sugerem sensível aumento na procura pela especialidade, algo em torno de 10%. Em 2013, 62 profissionais inscreveram-se para a prova de obtenção do título e no ano passado esse número pulou para 98.

Para Raquel Pitchon, o quadro começa a se mostrar positivo. “Recentemente, percebemos uma mudança de conscientização da classe e uma luta pela melhoria nas condições de trabalho e na remuneração diferenciada de consultas e exames, destinada aos hospitais e aos pediatras pelas operadoras de planos de saúde”, informa.

O resultado dessa conscientização pode ser a retomada, ainda não confirmada, dos serviços de pediatria do Hospital Felício Rocho, o que ameniza em parte, o impacto negativo causado pelo encerramento das atividades de várias unidades pediátricas na capital.

Trajetória e desafios do Hospital Vila da Serra
Na região metropolitana de Belo Horizonte, 18 hospitais e serviços especializados em pediatria encerraram suas atividades nos últimos anos. A baixa lucratividade em função dos valores pagos a consultas e exames pelos planos de saúde foi apontada como o principal motivo, ou seja, as unidades de pediatria não davam lucro. Já nos hospitais públicos, a falta de incentivo, as condições ruins de trabalho e os baixos salários constituíram graves obstáculos para que os centros pediátricos permanecessem de portas abertas.“Habitualmente, a criança não necessita de exames e intervenções mais sofisticados, nem mesmo o atendimento neonatal, o que para as seguradoras e operadoras de planos de saúde não interessa, não gera lucro”, explica Dr. Ewaldo Mattos, coordenador adjunto do Pronto Atendimento (PA) do Hospital Vila da Serra.

Ainda hoje, o HVS é um dos poucos hospitais com vocação nata para oferecer unidades pediátricas e obstetrícias como foco principal. “Apesar do PA pediátrico ser um local de atendimento de urgência, que envolve um clima de tensão, com mães e crianças estressadas numa jornada de angústia e espera, o Vila da Serra é um dos poucos hospitais que mantém serviços e profissionais exercitando diariamente a pediatria artesanal, com visão, ausculta e escuta atenciosas do histórico trazido pelos pais das crianças”, lembra Dr. Ewaldo. Apesar das dificuldades rotineiras, o coordenador é otimista, especialmente após o avanço em relação ao reajuste na tabela de remuneração dos médicos pediatras.

Dr. José Sabino de Oliveira, coordenador da Clínica Pediátrica, também reconhece uma gradativa melhora pela procura da especialização e percebe um tênue movimento no sentido da valorização da criança. “Estamos construindo melhores estruturas físicas, investindo em mais cursos de formação, melhores ambientes e sempre aprimorando nossa equipe”, conta. Exemplos disso são as propostas voltadas para a clínica neuropediátrica e o investimento em dermatologistas e endocrinologistas pediatras. “Contamos com um Centro de Estudos bem equipado, com vasto material de pesquisa, consulta e estudos para médicos e residentes”, acrescenta o incansável Dr. Sabino que, aos 70 anos, ainda atende com o mesmo amor e dedicação à profissão de médico pediatra.

Atendimento infantil 24 horas: quando é preciso?
As unidades de Pronto Atendimento (PA) foram criadas com o objetivo de atender pacientes que estejam em estado de urgência ou emergência. São pessoas que correm risco eminente de vida, como acidentados, suspeita de infartos, derrames, fraturas, pneumonia, entre outras complicações. O conhecimento e o entendimento dessa informação são fundamentais para um bom e eficiente atendimento, uma vez que uma grande porcentagem de pessoas que procuram o serviço não faz parte dos casos de urgência.

No caso do atendimento infantil, o que se percebe é que a ansiedade dos pais, a dificuldade em falar com o pediatra particular da família e a possibilidade de um atendimento imediato influenciam na busca pelo PA que, consequentemente, fica lotado e com um enorme tempo de espera para as consultas.
Além da demora, a comodidade no atendimento imediato pode influenciar o acompanhamento médico da criança, uma vez que pode incluir a solicitação de exames e posteriormente, indicações de um tratamento.

Após o atendimento no serviço de urgência é necessário que a família marque uma consulta com o pediatra da criança, pois ele ou ela conhece o histórico de saúde, crescimento e desenvolvimento do paciente, podendo contribuir para o seguimento do tratamento.

Portanto, vale salientar que Pronto Atendimento não é local para consulta eletiva. A utilização incorreta do serviço pode causar não apenas a superlotação, mas tornar a relação entre os profissionais, pacientes e acompanhantes desgastada, além de aumentar o risco de contaminação de doenças. Lembre-se: seu filho estará suscetível à contaminação com qualquer outro tipo de vírus ou bactéria que a sala de espera está sujeita.

O ideal (nos casos de não urgência) é sempre procurar primeiro o pediatra da criança. Mesmo uma orientação por telefone pode ajudar a resolver a situação.
E quando correr para um pronto atendimento? Febre alta persistente, convulsões, quadro de vômitos incontroláveis (mais de três episódios por hora) ou dificuldade para respirar são casos de emergência. Queimaduras, fraturas, traumas na cabeça seguido de sonolência e reações alérgicas, também são sinais de alerta para uma consulta no PA.

Conheça o nosso Atendimento Infantil
O Hospital Vila da Serra oferece Atendimento Infantil de Urgência e Emergência 24 horas, todos os dias da semana, com profissionais de alto nível com diferencial técnico-científico e uma assistência de excelência, focada na segurança do paciente. Assim que chega à unidade, a pessoa é direcionada para a triagem, onde é identificado o grau de urgência de cada caso (veja quadro abaixo). Em seguida, o paciente é encaminhado para o atendimento médico.

Cores determinam o tempo médio para atendimento de cada paciente:

cores determinam o tempo médio para atendimento de cada paciente

Além do Atendimento Infantil 24 horas, o HVS oferece Clínica de Internação, UTI Neonatal e Pediátrica e Consultórios de Pediatria. O hospital está aparelhado para as mais complexas cirurgias ortopédicas, cardíacas, vasculares e neurológicas, entre outras. São aproximadamente 200 pediatras e uma equipe multidisciplinar que também envolve cirurgiões, cardiologistas, anestesistas, ginecologistas, além de residentes em pediatria e plantonistas que se revezam em todas as unidades.